Imagem capa -   A VIDA DO CASAL APÓS O NASCIMENTO DE UM BEBÊ por Scatto Fotografia
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A VIDA DO CASAL APÓS O NASCIMENTO DE UM BEBÊ



A chegada de um bebê muda completamente a vida do casal. Isso é um fato inevitável e absolutamente normal.

O tempo não é mais dedicado às mesmas tarefas, os horários devem ser cumpridos rigorosamente, os espaços da casa são ocupados por berço, carrinho, fraldas, e o quarto do casal invadido por uma criaturinha nova no pedaço, mas que já manda em tudo!

A mãe sofre mais com essas mudanças, não apenas pelas questões físicas e hormonais, mas também por questões práticas, como adaptação à nova rotina e por questões psicológicas, como a baixa autoestima, devido às mudanças que o corpo sofre, e os cuidados e preocupação com o bebê que, no início, são grandes desafios.


ALTERAÇÕES FÍSICAS

Sobre as questões físicas, a mulher passou por uma cirurgia (cesária) ou parto normal (que na maioria das vezes necessita de sutura), e não tem o descanso adequado de um pós operatório qualquer; ela não tem um sono reparador, pois acorda de 3 em 3 horas para amamentar; nas poucas horas de sono fica em alerta; não consegue ficar em repouso, pois precisa cuidar do bebê e, muitas vezes, das tarefas domésticas. Além disso, o útero leva, em média, 40 dias para se regenerar e, há também as lesões dos mamilos causados pela amamentação.



ALTERAÇÕES HORMONAIS



Na parte hormonal, o corpo feminino sofre bruscas alterações nos 40 dias posteriores ao nascimento.

Amamentar estimula a produção de ocitocina, que provoca contrações do útero (e cólicas), contribuindo para o seu encolhimento. Em seis semanas, ele retorna às dimensões que tinha antes do bebê (mais ou menos o tamanho de um punho); o abdômen o acompanha parcialmente, já que os músculos abdominais também foram distendidos e, em alguns casos, podem precisar de exercícios específicos para voltar à forma.

Idem para o assoalho pélvico, que talvez necessite de fisioterapia. Exercitar-se também pode ajudar a combater dor nas costas, acarretada pelo esforço de carregar o bebê e agravada pela relaxina, hormônio que amolece músculos e ligamentos na gestação e permanece por meses no corpo.

Mantidos em alta durante toda a gravidez, os níveis de estrógeno e progesterona despencam quando o nascimento se aproxima, indicando ao útero que é chegada a hora do parto. O declínio hormonal só passa com a menstruação ou com o desmame – parcial ou completo –, e algumas mulheres seriam mais sensíveis a ele do que outras (assim como umas sofrem mais com a TPM e a menopausa). A oscilação dos hormônios pode explicar, em parte, o turbilhão emocional do puerpério, com casos frequentes de melancolia e outros, menos comuns, de depressão.

A depressão pós-parto atinge cerca de 15% das mães e apresenta sintomas profundos e duradouros, exigindo muitas vezes, tratamento medicamento ou acompanhamento com psicoterapeuta.



ALTERAÇÕES EMOCIONAIS


Nem toda melancolia pós-parto é depressão. Tristeza, choro fácil, ansiedade, irritabilidade, inquietação e inapetência a princípio podem parecer não combinar com a felicidade de receber um bebê em casa, porém são sentimentos manifestados pela maioria das mães recentes. Compõem o quadro conhecido como baby blues, que acomete entre 50% e 85% das mulheres, e vão embora em até duas semanas após o parto.

Além das alterações hormonais que colaboram para esse quadro, a vida vira de “cabeça para baixo” num piscar de olhos. A mulher não tem mais o corpo que tinha; não tem mais o tempo que tinha para si e para o casal; seus programas são interrompidos; seu emprego está em risco (pois muitas empresas demitem mulheres que voltam da licença maternidade, fato que, apesar de absurdo, se tornou comum, tamanha sua frequência); ela tem uma nova profissão a aprender rapidamente: a maternidade; tem uma criança chorando que não sabe como se comunicar, familiares visitando sua residência ininterruptamente e tantas outras questões pessoais que, talvez não venham à consciência nesse momento turbulento.


O PAI


 


O papai, por sua vez, se vê com uma responsabilidade, culturalmente imposta a ele de provedor da casa. Sabe aquela velha frase: “Agora tenho mais uma boca pra alimentar”. Pode parecer clichê, mas é bem assim que o homem se sente.

O peso da responsabilidade de uma família que cresceu, acarreta no medo de perder o emprego e insegurança de dar conta do recado.

“Meu marido está com ciúme do bebê”. Isso não é uma lenda...rsrs. Chega a parecer engraçado, mas não é uma piada; é uma realidade ignorada por todos nesse momento onde todas as atenções estão voltadas para o bebê.

Todo mundo tem um conselho para dar à nova mamãe; dicas sobre cólicas, conversas sobre o mamilo que rachou, ajuda para ninar o bebê etc. O papai, que voltou a trabalhar após 15 dias (se der sorte) de licença paternidade, se vê “trocado” por essa criaturinha que acabou de chegar.

O homem entende na prática a paternidade após o nascimento. Mesmo vivendo intensamente todo o período da gestação, participando de cada momento da espera, as consequências da concepção chegam junto com o bebê.




O CASAL




 

Portanto, nos primeiros meses após o nascimento do bebê é extremamente normal e necessário esse período de adaptação que acaba distanciando o casal. Contudo, é vital para a saúde conjugal que marido e mulher se esforcem para encaixar a vida da criança em suas vidas e não o contrário.

Se por um lado, o homem tem a necessidade física do sexo, por outro a mulher alimenta a libido através de estímulos afetivos que, agora estão sendo supridos pelo bebê. A concorrência é desleal, eu sei, mas com muito carinho e paciência a vida do casal vai voltando à normalidade, ou o mais próximo disso.



Conte aqui sua história e suas dicas para manter o casamento “aquecido” após a chegada dos filhos!!!